Quando pesquisamos sobre a evolução da educação em nosso país,não vou negar meu caro leitor, é desanimador...
No período de colonização, os jesuítas utilizavam a educação como forma de se aproximar das crianças das aldeias indígenas afim de transmitir seus ensinamentos católicos. Assim conseguiram dominar, transformar e dizimar a cultura indígena.
Depois veio a educação no período do Império. Desde essa época havia uma diferença extrema da educação direcionada aos filhos de pessoas das classes menos favorecidas e aos filhos da pessoas pertencentes as classes mais favorecidas economicamente e socialmente. O primeiro tipo era com o objetivo ideológico de sobreposição da cultura europeia (no caso, portuguesa) e alienação, pois os trabalhadores tinham desde cedo ficar sobre o julgo dos dominadores que eram as pessoas de posses. Já para os filhos de pessoas com maior poder aquisitivo, a educação era para desenvolver pensamentos e traçar novos futuros, pois essas crianças já tinham posses para administrar quando crescessem.
Durante esse período também não podemos deixar de ressaltar a ideologia da sociedade da época sobre o papel do profissional de educação. Em sua maioria composta por mulheres. Para a sociedade educar as crianças era apenas uma distração para as mulheres ou até mesmo uma extensão dos trabalhos domésticos.
Vamos avançar em nossa história... Estamos no período do governo de Getúlio Vargas onde ocorre a Lei 5. 692, em 11 de agosto de 1971 que fez obrigatório o ensino de 1° Grau para todos os estudantes. Assim, houve um crescimento de forma abrupta na construção de prédios para acomodarem o novo contingente de alunos, crescimento na demanda para oferecer curso de formação de professor. Nessa época podemos destacar dois grandes marcos negativos para a nossa profissão: O crescimento desenfreado da demanda de alunos para serem atendidos causou uma educação em grande escala com pouca qualidade e a aceleração para formar profissionais afim de atender essa demanda, causou ma desqualificação profissional.
Assim o governo de Getúlio Vargas aumentou consideralvelmente a oferta do ensino da rede pública em nosso país, mas não aumentou em mesma proporção os recursos destinados à educação. Assim, os professores começaram a trabalhar mais de uma escola para ter renda para o seu sustento devido aos salários baixos.
Mais a frente, na década de 80 encontramos uma sociedade no alge ideológico democrático devido a queda do Regima Militar e as Diretas Já. Foi promulgada nossa Constituição em 1988 e nela estabelecia desde então uma legislação específica para a educação brasileira. Assim, antes mesmo da promulgação da Carta Magna, grupos societários como sindicatos, ongs... se reuniram com o propósito de fazer fóruns e formular uma nova LDB democrática. O documento oriundo desse movimento foi chamado a Carta de Goiânia, pois era o local onde as reuniões de diversos profissionais de educação de todo país acontecia.
Pois bem, o tempo foi passando e depois do governo do ex-presidente José Sarney veio o governo de Fernando Collor de Mello. Como sabemos, houve uma grande revolução social e o então presidente foi retirado do poder, sendo sucedido por Itamar Franco. Assim pelo decorrer dos fatos a Carta de Goiânia foi esquecida temporariamente. No entanto, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a deputada Ângela Amin quis arquivar o documento. Mas profissionais da educação não deixaram isso acontecer através de manifestos populares.
Numa visão governamental, o senador Darcy Ribeiro formula uma Lei de Diretrizes e bases da Educação. No senado, o lei de Darcy Ribeiro se sobrepôs a Carta de Goiânia. Outros parlamentares fizeram algumas alterações, mas acabaram aprovando uma lei elitista que visava ao governo e não aos trabalhadores e ao povo.
Portanto nessa viagem histórica percebemos que nós profissionais da educação somos cercados por legislações que não cooperam, nos reprimem e nos desvalorizam. Mas o mais interessante disso tudo, que poucos conhecem esses fatos e são enganados por falsas verdades e acreditam nas lendas que o governo valoriza o principal agente de transformação, reprodução, de canalização da sociedade: o professor.
(em fase de elaboração)


